sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Secretarias estaduais têm até o dia 25 para aderir programa de escola em tempo integral


Ensino médio

Cada secretaria deve apresentar ao Ministério da Educação sua proposta pedagógica.


Divulgação/MEC
Até 2018, 500 mil novos estudantes do ensino médio serão beneficiados pelo regime de tempo integral
Até 2018, 500 mil novos estudantes do ensino médio serão beneficiados pelo regime de tempo integral

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Termina no próximo dia 25 de novembro o prazo para as secretarias estaduais de educação aderirem ao Programa de fomento à implementação de escolas em tempo integral no ensino médio.

Até lá, os secretários devem enviar ao Ministério da Educação o plano de gestão escolar, o planejamento pedagógico, a proposta de plano de diagnóstico e nivelamento e o plano de participação da comunidade nas escolas.

Inscrição

Cada secretaria deve submeter a inscrição e apresentar ao MEC a proposta pedagógica com o estudo e o mapeamento das escolas a serem contempladas. A migração das turmas para a nova proposta de escola integral pode ocorrer de uma única vez ou de maneira gradual.

Recursos

Até 2018, 500 mil novos estudantes do ensino médio serão beneficiados pelo regime de tempo integral. A política Do Ministério da Educação contará com investimentos de R$ 1,5 bilhão, ao longo desses dois anos.

“Uma escola em tempo integral, até por sua carga horária diferenciada, tem custo de operação superior a uma escola regular. Dessa maneira, para induzir esse tipo de escola e entendendo o momento fiscal dos estados, decidimos subsidiar a operação de um volume de escolas, por estado”, explicou o titular da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Rossieli Soares da Silva.

Segundo o secretário, a intenção do MEC é estabelecer uma forma atrativa de fazer escola. Caberá às unidades federativas arcar, desde o início, com toda a operação e seus custos.

“Pela experiência de outros estados, três a quatro anos é o tempo que uma escola integral leva para atingir a plenitude de resultados acadêmicos. E também, é um tempo razoável para que os estados consigam se planejar para absorver esses custos sem maiores sobressaltos”, diz Rossieli.

A admissão dos alunos deve ocorrer por proximidade da escola pública de origem ou local de moradia. Já as escolas e regiões de vulnerabilidade social ou com baixos índices sociodemográficos devem ter prioridade no momento da seleção.



Fonte: Portal Brasil, com informações do MEC.

domingo, 13 de novembro de 2016






Educação em Tempo Integral

                                            INTRODUÇÃO
A educação em tempo integral já se descreve como uma realidade em algumas unidades educacionais públicas brasileiras e caracteriza-se pela ampliação da carga horária dos alunos na escola. Apresenta-se, neste trabalho, uma reflexão sobre as características, desafios e contribuições desse novo modelo de educação que é o ensino em tempo integral.
O Programa Mais Educação é uma iniciativa do governo federal como estratégia de promover a educação integral no Brasil. A oportunidades educativas em benefício da melhoria da qualidade da educação dos alunos brasileiros. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN/1996, a Educação Integral é o aumento progressivo da jornada escolar na direção do regime de tempo integral, valorizando as iniciativas educacionais extraescolares e a vinculação entre o trabalho escolar e a vida em sociedade.












DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL

           Entende-se que concepção de estabelecer uma política de Educação Integral a partir dos baixos índices da educação básica. Surgiu, pois, da necessidade de lapidar a qualidade da educação, diminuindo o fracasso escolar e proporcionando às crianças e jovens novas expectativa de se desenvolverem. É um novo desafio para a educação pública brasileira, levando em consideração que se vivenciam tempos de mudanças. Além disso, há que se considerar a complexidade da vida social contemporânea e as muitas e diferentes crises diferentes características que mover-se a educação em nível nacional. Sendo assim, a possibilidade de se desenvolver este projeto nas escolas públicas encontra algumas limitações que dificultam o processo.
Compreende-se aos poucos a realidade da educação pública no Brasil começa a mudar. Muitas escolas brasileiras já oferecem a opção do período integral, um alívio para os pais, que cada vez mais precisam trabalhar o dia todo e não conseguem dar o suporte que os filhos precisam para serem bem sucedidos nos estudos. Acredita-se que os alunos, passando mais tempo na escola, têm a possibilidade de receber um apoio pedagógico, orientação educacional e usufruir de toda a estrutura da escola.
Com a modernidade, a rotina familiar mudou. Em muitas famílias os adultos trabalham o dia todo e é difícil ter um lugar para deixar as crianças. Com o período integral, as crianças estão seguras na escola, aprendendo novas coisas, expandindo seus conhecimentos, melhorando o rendimento escolar, o que contribui para aumentar a qualidade de vida. Dentro da escola, os alunos estão livres da criminalidade das ruas. A escola assumiu uma diversidade de funções e, assim, houve um aumento de atividades e a incumbência para os professores. No entanto, tais modificações não vieram acompanhadas de melhorias nas condições de trabalho docente, tais como investimentos na remuneração e adequações necessárias. Por isso, os educadores encontram-se frustrados pela intensificação e precarização do seu trabalho. Deles, são exigidas muitas competências que, às vezes, estão para além de sua formação.
 Por fim a educação é um fator fundamental para se melhorar a sociedade em que vivemos, portanto fazem-se necessários investimentos públicos nesse campo, o Programa de Educação Integral é uma inovação que contribui para que seja oferecido um ensino de qualidade, com o objetivo de oferecer às crianças e jovens das escolas públicas mais contato com a arte, o conhecimento e a cultura.